DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL, CRESCIMENTO E COMPOSIÇÃO DO REBANHO BUBALINO NO BAIXO AMAZONAS, PARÁ, BRASIL

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Daniel Rocha de Oliveira
Giovanna Meireles Borges
Wânia Mendonça dos Santos
Marcos Antônio Souza dos Santos
Rinaldo Batista Viana
Bruno Moura Monteiro

Resumo

A bubalinocultura no Baixo Amazonas é praticada majoritariamente em sistemas familiares de pequena escala, com rebanhos inferiores a 100 animais, limitados pelo baixo acesso a crédito, assistência técnica e tecnologias, o que restringe o crescimento da atividade e sua inserção em mercados formais. O presente estudo teve como objetivo caracterizar a distribuição espacial, o crescimento e a composição dos rebanhos bubalinos na Região de Integração Baixo Amazonas, de modo a compreender os fatores que condicionam a atividade. Para isso, foram utilizados dados oficiais sobre vacinação contra febre aftosa referentes ao ano de 2021, complementados com séries históricas da produção pecuária municipal. A região, composta por 13 municípios, registrou, aproximadamente, 108 mil búfalos distribuídos em 1.833 propriedades. Os resultados revelaram um cenário de forte concentração em pequenos rebanhos: 64% dos estabelecimentos mantêm até 50 animais, enquanto apenas 1,5% ultrapassam 300 cabeças, demonstrando clara fragmentação produtiva. Além disso, a expressiva predominância de fêmeas em quase todos os municípios evidencia a centralidade da manutenção de matrizes e da produção de leite como eixos estruturantes da atividade. Apesar dessa relevância socioeconômica, os sistemas analisados permanecem limitados por barreiras estruturais que comprometem a capacidade de expansão e a competitividade regional. Conclui-se que a bubalinocultura no Baixo Amazonas, embora consolidada como atividade essencial para a segurança alimentar e a geração de renda local, só alcançará seu potencial pleno se for apoiada por políticas públicas efetivas, capazes de ampliar o acesso a crédito, assistência técnica e tecnologias produtivas. O fortalecimento dessas bases pode transformar a criação bubalina de uma atividade de subsistência em um vetor estratégico de desenvolvimento sustentável para toda a região.

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